LUCIANO LEÃES LANÇA "LIVE AT PIANISTICO"
NO TEATRO DO CHC SANTA CASA DIA 11/08

"Extraordinary artists do not appear overnight.

I believe people will remember Luciano Leães for a long time. Musically, the Brazilian musician is at the crossroads

where past, present and future meet"

- RUSS RAGSDALE

Produtor de Nashville que trabalhou com nomes como

Leon Russell, Michael Jackson, Muddy Waters entre outros.

  Após uma noite memorável com lotação máxima no lançamento do disco de estreia "The Power of Love" em 2015, Luciano Leães retorna ao Teatro do Centro Histórico-Cultural da Santa Casa, no próximo dia 11, às 20h,  para a première de  "Live at Pianístico" — CD/booklet que registra uma apresentação de seu trio durante a pandemia, em dezembro de 2020, No festival internacional Pianístico. O lançamento marca o retorno dos shows presenciais no Centro Histórico-Cultural da Santa Casa. No novo álbum, o músico porto-alegrense não se desgarra do blues, mas dá um passo adiante, pois amplia suas visões sobre o jazz e a música instrumental. Além do piano de Leães, formam o trio — Edu Meirelles (baixo) e Ronie Martinez (bateria). 

  Leães fez pré-lançamento de “Live at Pianístico” nos Estados Unidos, no último mês de maio,  com destaque para show no Maple Leaf, uma das mais tradicionais casas de espetáculos ligadas ao blues em New Orleans. Para o show no Teatro do Centro Histórico-Cultural da Santa Casa, afora as faixas de "Live at Pianístico", o músico fará uma retrospectiva de seu trabalho e apresentará canções que estarão no próximo disco, além de contar com participações especiais do pianista norte-americano Tom Worrell, do guitarrista Solon Fishbone e da cantora Luana Pacheco. Também participarão do show os músicos Ronaldo Pereira (sax), Bruno Nascimento (trompete), Julio Rizzo (trombone), Camila Orsatto (voz), Ras Vicente (órgão hammond), Caetano Santos (Banjo e guitarra), Jhonatas Soares (tuba) e Vicente Guedes (percussão).

  Live at Pianístico" tem captação de áudio de Gabriel Vieira, com mixagem de Fábio Schein, máster do produtor texano Russ Ragsdale (Michael Jackson, Muddy Waters, Leon Russell) e finalização de Gilberto Ribeiro Júnior. 

  O CD traz cinco faixas gravadas ao vivo no festival e mais dois bônus captados em live streamings diretamente do seu Estúdio do Arco no Festival Internacional Jim Bean Bourbon & Blues e do FAC Digital durante a pandemia. O booklet contém farto conteúdo gráfico com mais de 70 fotografias e texto de Marcio Grings. A artista norte-americana Monica Kelly é ilustradora do material que tem design gráfico de Giovani Faganello e fotos feitas especialmente para o álbum clicadas por Zé Carlos de Andrade. 
SERVIÇO:
Show de lançamento de Live at Pianístico de Luciano Leães
Quando: 11 de agosto (quinta-feira) - 20h
Local: Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Av. Independência, nº 75)
Ingressos: De R$ 25 a R$ 50 (mais taxas) pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/lancamento-do-disco-live-at-pianistico-com-luciano-leaes/1661024
* Músicos e Artistas em geral tem 50% de deconto se utilizarem o código promo ARCORECORDS
CONTATO IMPRENSA: LIZI CORDEIRO | liziane@gmail.com | (51) 992756520 
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"O disco 'Live at Pianistico' não é apenas um dos raros álbuns ao vivo lançados na era do Covid 19, mas, provavelmente, seja um dos registros de concertos mais originais disponibilizados nos últimos tempos. (...) O lançamento ao vivo do Brazilian Professor não é só prazeroso de se ouvir, mas também funciona comoregistro histórico de uma época estranha na vida de todos nós."

ADAM KENNEDY
Blues Matters! Journalist and Photographer

LIVE AT PIANISTICO (texto do booklet)

Por Márcio Grings

  Os estranhos dias vividos durante o triênio 2020/21/22 ficarão na história, pois cada um de nós teve sua cota de sacrifício. Durante esse período, por inúmeras vezes troquei telefonemas e mensagens com Luciano Leães, dividindo dilemas e compactuando aspirações. Ao longo da pandemia, em meio a pausa de apresentações ao vivo, o músico fez diversos lives streamings e participou de esparsos shows presenciais. O convite para tocar ao vivo da 3.ª edição do Pianístico o animou, como se fosse ‘o ensaio de orquestra’ para um retorno aos palcos. O festival realizado entre os dias 3 e 6 de dezembro de 2020, em Joinville, Santa Catarina, agrupa a maioria do material deste álbum. Depois soube que a cada nova junção o evento realizado no Sul do Brasil

       aglutina a nata dos músicos locais e sul-americanos, além de trazer artistas de várias partes do mundo. Nesse importante intercâmbio, gêneros se mesclam — erudito, jazz, blues, música popular brasileira etc. Inicialmente, Luciano Leães não pretendia lançar um álbum ao vivo dessa apresentação, mas o trabalho acabou materializado graças ao incentivo do produtor Russ Ragsdale (Nashville, TEN) e de Tom Worrell (New Orleans, LA), pianista residente em New Orleans. Os norte-americanos ficaram entusiasmados com o que ouviram, convencendo o músico brasileiro a lançar o concerto como um álbum ao vivo. Eles estavam absolutamente certos...   

   O cenário de isolamento e restrições imposto pelo confinamento social não permitiu que Luciano Leães (piano e voz), Edu Meirelles (baixo) e Ronie Martinez (bateria) fizessem ensaio algum e, assim, eles escolheram o caminho da improvisação, o que atribuiu interessantes ineditismos ao registro. O resultado dessa captação ressoa como um conjunto de canções deslocado no tempo, transversal, oferecendo um passaporte para qualquer lugar ou época, basta acionarmos nossa memória afetiva, principalmente, se assim como eu, você gosta de blues, jazz, de música latina ou instrumental.

   A matriz africana dos povos americanos faz parte da nossa teia social. Esse sincretismo nos forjou, uma mistura recorrente em todas as pontas do continente, o que nos leva a questionar, por exemplo, se há de fato tanta diferença entre o maracatu de Pernambuco e o Second Line das ruas de New Orleans? Acredito mais na similaridade entre ambos, assim como no flerte mútuo entre o samba e o jazz temperou a música em várias partes do mundo. Apesar disso tudo, talvez pela ótica de muitos, a pergunta ainda seria: quais fatores levariam um garoto no Sul do Brasil a se tornar um pianista ligado ao blues? Mesmo no país do samba, pulverizado de inúmeros sobretons regionais, se olharmos para a expansão do mercado discográfico nos anos 1950/60/70, é necessário relembrar que esse fenômeno mudou o acesso à música para muitos. Não diferiu com os discos advindos do mercado norte-americano — centenas de milhares de LPs giraram nos toca-discos brasileiros, chegando até às mãos de milhões de pessoas. Assim, misturados aos títulos de música brasileira, italiana, francesa e sul-americana etc, lá estavam os vinis de jazz, blues e soul.

   Em um cenário semelhante a esse, certo garoto começou a prestar mais atenção no que ouvia nas caixas de som. Somando-se a isso, seus tios pianistas propagavam ritmos e canções nas festas familiares, principalmente na casa de seus avós Odila e Maneco, compradores de álbuns de tango, apaixonados por uma diversidade de estilos regionais e que frequentemente costumavam usar a sala de casa como um salão de baile. Afinal, a família Leães sempre muito musical, seja como ouvintes ou músicos amadores. A ponte musical absorvida entre a adolescência e a vida adulta de Luciano Leães o transformou. Morador de Porto Alegre, RS, com cerca de apenas 20 anos, o jovem pianista já dividiria o palco com nomes como Carey Bell, Hubert Sumlin e John Primer, para depois, ao longo dos anos realizar turnês com Bob Stroger, Annika Chambers, Wee Willie Walker, Tia Carroll, Earl Thomas, entre outros.

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RESENHA POR JUAREZ FONSECA
Zero Hora, 8 de Julho de 2022

Os shows do músico detêm como característica promover uma conexão direta com a ambiência de cada local. Isso lega singularidades ao que é tocado noite após noite. Já o assisti ao vivo algumas vezes e cada noite sempre foi diferente da outra. Essa singularidade pode ser percebida no setlist de Joinville, ainda mais quando eu soube que o repertório do show foi discutido e ensaiado primeiramente à distância e, afinado só durante a viagem, no carro.

Além da apresentação presencial no Pianístico Festival (que batiza esse trabalho), duas faixas bônus – captadas em lives realizadas durante a pandemia — fecham o material: uma delas registrada em apresentação virtual no Jim Beam Bourbon & Blues Fest, e a outra foi gravada no Estúdio do Arco, num projeto da FAC Digital, financiado com recursos públicos.    

   O ouvinte pode ter certeza: “Live At Pianistico” é um símbolo de como a música pode incorporar aquilo que ela quiser ser, se conectando às diversas fontes de inspiração, e mesmo assim soando como algo original e genuíno. 

 O ÁLBUM FAIXA A FAIXA 

Em “It Ain’t My Fault”, clássico do R&B escrito por Smokey Johnson, Leães faz esboços e cruzamentos que relembram a tradição do blues e do jazz feitos nos anos 1950/60. Ainda há elementos de funk e New Orleans piano, uma das moradas preferidas de seu espírito.   

“Hunky Dory Boogie” carro chefe do trio, geralmente tocado com acompanhamento vocal e num arranjo diferente, mas que aqui ouvimos em versão instrumental. 

Em “Chill & Heal Blues”, o próprio Leães nos conta sua versão dos fatos: “Esse momento foi totalmente inusitado, pois resolvemos apenas tocar de improviso um slow blues. Porém, muitos sentimentos represados ao longo do isolamento surgiram nessa criação. O título faz referência à ideia de ‘relaxar e curar’ qualquer tipo de dor, principalmente quando se está tocando em um palco”.

“Song for JB” nos leva ao Éden de Leães, o R&B no País das Maravilhas de uma de suas principais referências, James Booker.

Surgida como uma habanera, estilo cubano que é uma das pedras fundamentais do jazz, do tango, do maxixe e do blues/rhumba de New Orleans, “Odila y Maneco” homenageia um casal muito especial. Neste resgate, surge a inevitável lembrança dos avós do músico rodopiando na sala,  com Leães, ao piano, embalando essa dança familiar.    

“Money Honey” é um símbolo ideológico dessa formação, perfeita sincronia do trio e da música instrumental que bebe no blues e no jazz alternando em alguns momentos o suingue destes ritmos com o suingue do samba.

O boogie-woogie “Home Brew” flerta com subgêneros do jazz em que a mão esquerda marca o compasso, e a direita se solta em ritmo de improvisação.

LUCIANO LEÃES

Não seria exagero afirmar que Luciano Leães é um dos melhores e mais atuantes músicos ligados ao blues e R&B da atualidade. Nas palavras de Bob Lohr, pianista do guitarrista Chuck Berry por mais de 10 anos, “Luciano é um dos mais surpreendentes músicos do rhythm & blues e teclados ao estilo de New Orleans. Ele toca tão bem e com tanta alma que se você, no caso, também for um pianista, após ouvi–lo, vai ficar afim de duas coisas: abandonar ou praticar. Definitivamente um dos melhores caras que tocam no estilo clássico de New Orleans...” 


Há mais de 5 anos o pianista brasileiro cumpre uma agenda regular de apresentações por bares, casas de espetáculos, eventos e grandes festivais no país e no mundo. Por quatro vezes laureado com o Prêmio Açoriano de Música, seu CD de estreia, “The Power of Love” (2015), é um importante testemunho de sua produção autoral como músico e compositor. O álbum foi mixado e masterizado em Nashville, Tennessee (EUA), por Russ Ragsdale. O engenheiro de som e produtor norte-americano crava no currículo colaborações com Michael Jackson, Muddy Waters, Leon Russell, Edgar Winter, Travelling Wilburys, entre outros – “Esse é um álbum que as pessoas vão continuar ouvindo nos próximos anos. A autoridade e o domínio de Leães nas teclas, o modo como expressa e busca as influências de seus artistas prediletos, abduz o passado para uma perspectiva atual. Ouvir as 11 canções de The Power of Love é como cair no buraco do coelho de ‘Alice no País das Maravilhas’ e ter uma incrível experiência com imagens multissensoriais”, diz o produtor.

Ainda nas palavras do produtor e músico americano Ron Levy, que tocou com BB King e Albert King, "Qual é a mistura perfeita entre o R&B de New Orleans e o soul brasileiro? Luciano Leães & The Big Chiefs 'The Power of Love”

Leães já dividiu o palco com importantes artistas do blues internacional, nomes como Carey Bell, Magic Slim, Earl Thomas, Hubert Summlin, Larry McCray, Wee Willie Walker, John Primer, entre outros. Na posição de sideman (músico de apoio), Leães excursionou pelos Estados Unidos e Europa com a cantora Annika Chambers, ganhadora do Blues Music Awards 2019 como Melhor Cantora de Soul/Blues.

No final de 2018, lançou uma versão ao vivo de “Song for JB”, single resultante da gravação de show realizado ao lado da Orquestra Unisinos Anchieta. Regida pelo maestro Evandro Matté, o tema teve arranjo de Alexandre Ostrovski Junior. A música ganhou première na rádio norte-americana WWOZ, uma das mais renomadas do gênero, e também foi lançada num minitour pelo sul dos Estados Unidos - “Luciano nocauteia o público com sua musicalidade. Quando toca, há uma mistura de paixão, energia, talento, charme e humor. Ao reler as canções de seus ídolos, não se esquece de também imprimir uma digital própria nessas performances. Vê-lo ao vivo é impressionante, toca fácil e sabe encantar o público”, declarou Fred Kasten, broadcaster da WWOZ.

 
 
 

DISCOS PARA DOWNLOAD

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LIVE AT PIANISTICO (2022)

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THE POWER OF LOVE (2015)

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